O que aprendi com o incrível Hulk
Ele é verde, grande e assustador. Quando eu era criança, costumava chamá-lo de vitamina de abacate tamanho gigante, o que certamente não lhe agradaria nenhum pouco. Estou falando do Incrível Hulk, o super-herói mais forte e assustador dos desenhos animados. E apesar de sua fama de briguento e esquentado, posso dizer que aprendi três preciosas lições com ele. Vamos a elas:
A primeira lição é que todos nós temos uma fera interior. Essa fera muitas vezes é responsável por palavras ditas na hora errada, por reações desastrosas no trânsito e por diversas situações que muitas vezes nos levam ao mais amargo dos arrependimentos. Ela mora dentro de nós, e se comporta como um vulcão adormecido que de uma hora pra outra pode entrar em erupção.
A segunda lição é que essa fera pode e deve ser controlada. Sabemos que o Hulk na verdade é o bondoso Bruce Banner, cientista genial que por um acidente atômico acabou se transformando no monstro verde. Mas o Bruce nem sempre se apresenta na forma do Hulk. O Hulk só aparece quando o Bruce está sob forte tensão ou quando está com raiva, assim como cada um de nós. Muitas vezes aparentamos ser pessoas tranqüilas como o Bruce, mas quando sentimos dor, raiva ou estamos sob forte tensão, o monstro vem a tona. Aprender a controlá-lo exige um esforço diário de cada um de nós, através da força de vontade e do auto-controle.
Mas ainda há uma terceira lição. É possível canalizar a força do monstro para fazermos coisas úteis e construtivas. Nos desenhos animados, o Hulk, apesar de feroz e monstruoso, é uma criatura do bem. Ele ajuda as pessoas com a sua força descomunal e espanta os bandidos com a sua ferocidade. O Hulk nos ensina que toda e qualquer força, se canalizada para o bem, pode fazer coisas muito boas. Fico imaginando como o mundo seria melhor se algumas pessoas usassem a inteligência que têm para estudar e crescer na vida de forma honesta em vez de ficarem maquinando tramóias. Ou então se muitos usassem a eloquência verbal que possuem pra declamar poesias ou proferir palavras de ânimo em vez de enganar e ludibriar pessoas de boa fé. Ah, se todos nós canalizássemos a nossa fera interior para a prática do bem. Teríamos a força do Hulk e o bom coração do Bruce. Poderíamos mudar o mundo.
Por Glenio Cabral / gclsilva@hotmail.com
