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Shreek, você dá um banho no Patinho Feio!

Posted by Glenio on fev 4, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 1 comment

Shreek, você dá um banho no Patinho Feio!

Se tem um personagem infantil que tem a auto-estima no lugar é o Shreek. Verde, desajeitado, feio ( para os padrões de  beleza ocidental ) e desprovido de noções mínimas de boas maneiras ( arrota e solta puns com uma naturalidade impressionante ), Shreek surge no imaginário infantil como o avesso do Patinho Feio.

Enquanto o Patinho Feio tem vergonha de si mesmo pelo fato das pessoas o acharem “feio”, Shreek tem um comportamento contrário: ele ama a sua “feiura”. E seu amor próprio é baseado na consciência de que ele não é pior nem melhor do que ninguém, é apenas diferente. O  mesmo não acontece, no entanto, com o Patinho Feio. Pra ele, a opinião dos outros é fundamental pra torna-lo feliz ou não. Então, se o mundo exterior  o considera feio, ele aceita esse “achismo do mundo exterior” e afoga-se na auto-piedade. . Shreek é feliz porque o seu mundo interior é muito maior que o mundo exterior que o cerca.

Mas a história do Patinho Feio, ao contrário do que muitos pensam, não tem  um final feliz. No final da história, o Patinho se torna um lindo cisne e enfim consegue se aceitar. E ele se aceita porque agora todos o admiram, todos o aprovam. Que triste final de história. O Patinho Feio continuou refém da aprovação do mundo exterior e do conceito materialista de beleza que valoriza o que se vê por fora, e nunca o que se é por por dentro. Mas o final feliz do Shreek de fato é um final bem feliz. Em Shreek 2, o nosso ogro acaba se transformando num lindo príncipe encantado, todo cheiroso, repleto de boas maneiras e de cabelos loiros esvoaçantes. Tudo estava “perfeito” pra muita gente, menos para o Shreek. Aquele não era ele. Agora todos o amavam, todos o achavam perfeito como um príncipe encantado. Mas quem disse que ele precisava ser loiro pra ser feliz?  Quem disse que ele precisava ser cheiroso pra ser feliz? A auto-aceitação do Shreek não dependia da aceitação dos outros, porque ele se amava do jeito que ele era e pronto. No final de Shreek 2, por opção própria, ele volta a ser o velho ogro desajeitado e mau cheiroso de sempre. Mesmo não tendo mais a mesma popularidade que teria se continuasse sendo o belo príncipe, Sheek estava mais feliz do que nunca. Ele não trocaria aquela silhueta verde e desajeitada por nada nesse mundo. Esse sim é um verdadeiro final feliz. Um final verde, mal cheiroso e sem boas maneiras: mas muito feliz.

Por Glenio Cabral / gclsilva@hotmail.com

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O Máskara

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 1 comment

O Máskara

O desenho do Máskara conta a história de um sujeito tímido e desajeitado chamado Stânley. Stanley se sente um fracassado em todas as áreas da sua existência, até o dia em que encontra uma estranha máscara mágica que vira sua vida ao avesso. Além de conceder-lhe incríveis poderes, a máscara faz com que Stanley perca totalmente suas inibições comportamentais, tornando-se um super-herói espalhafatoso, descontrolado e imprevisível.

Assistir ao desenho do Máskara nos faz lembrar que de uma forma ou de outra todos nós usamos máscaras de vez em quando. Isso acontece porque ninguém se revela exatamente como é. As pessoas usam máscaras pra se mostrarem “melhores” do que são. Às vezes comemos coisas que não gostamos nem um pouco, só pra não fazermos desfeita diante de um jantar para o qual fomos convidados. Outras vezes apertamos as mãos de pessoas que antipatizamos, com o único intuito de parecermos educados. E assim, de máscara em máscara a vida em sociedade se torna tolerável e meio superficial.

Mas há algo de diferente na história do Máskara. Enquanto na vida real nós usamos máscaras pra escondermos motivações e comportamentos “indesejáveis”, ao usar a máscara mágica o Stanley acaba mostrando tudo o que há dentro de si sem qualquer tipo de inibição. Então, em vez de inibir comportamentos, a máscara do Stanley os amplia e liberta cada um deles. É como se a máscara mágica mostrasse ao mundo o verdadeiro Stanley, um Stanley visto com lente de aumento e desprovido de toda espécie de pudor. Paradoxalmente, é usando uma máscara que ele se liberta de todas as suas máscaras.

Sabemos que as máscaras muitas vezes tornam as relações falsas e superficiais. Mas também não podemos negar que em muitas ocasiões elas fazem com que a convivência mútua seja administrável e até prazerosa. O ideal seria se conseguíssemos equilibrar uma postura de transparência e respeito com relação às demais pessoas. Mas como o ser humano é imprevisível e interesseiro por natureza, algumas regras foram criadas e ditadas como normas de conduta a serem seguidas.

O Máskara não segue essas normas. Por isso muitas vezes é tido como louco e irresponsável, apesar de ser um herói. Viver sem nenhum tipo de máscara é dizer tudo o que se pensa e fazer tudo o que se quer. E essa é a essência da anarquia. Essa é a essência do Máskara.

Por Glenio Cabral  / gclsilva@hotmail.com

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Batman X Super-homem: reflexões sobre a coragem

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 0 comments

Batman X Super-homem: reflexões sobre a coragem

Quem tem mais coragem, Batman ou Super-homem? A resposta é clara: Batman, sem dúvida. Nos quadrinhos o homem-morcego é vulnerável às leis naturais deste planeta, enquanto que o super está acima de todas elas. Só isso já torna o primeiro mais destemido que o segundo. E mais corajoso também. Sejamos francos: no fundo, no fundo, não sabemos se o Super-homem é um herói de coragem. Afinal, qualquer um na condição dele enfrentaria bandidos sem maiores preocupações. As balas não o atingem, sua pele não pode ser rasgada por facas nem por granadas…como já dissemos, ele está acima das leis naturais deste planeta, como a lei da gravidade e tantas outras. Assim até eu colocaria um uniforme colorido e sairia enfrentando o mal por aí. Mas com o Batman as coisas são bem diferentes.

Ao contrário do Super-homem, Batman pode se dar mal de diversas formas. Ele pode morrer afogado, pode morrer esfaqueado, pode morrer metralhado, pode morrer torturado, pode cair do topo de um prédio e se estatelar no chão…as possibilidades de morte para o Batman são inúmeras. Por isso é preciso ter muita coragem pra ser um Batman. Mas não é preciso ter coragem nenhuma pra ser um Super-homem.

Isso nos remete ao verdadeiro conceito de coragem. O que é ser corajoso? É simplesmente enfrentar situações que nos incomodam sem pestanejar? Definitivamente não. A coragem traz consigo três premissas básicas para ser exercida com sinceridade.

Primeira Premissa: ser vulnerável. Não há coragem sem estado de vulnerabilidade. Uma coisa é você enfrentar uma situação tendo consciência dos perigos que está correndo, outra coisa bem diferente é você enfrentar uma situação tendo a certeza de que nada de mal poderá lhe acontecer. Essa sensação de segurança exclui o verdadeiro sentido da coragem porque onde não houver a condição de risco, não haverá o exercício da coragem.

Segunda Premissa: sentir medo. A coragem não exclui o medo. A insanidade, sim, exclui o medo. A loucura, sim, exclui o medo. Não a coragem. O medo está intimamente ligado a consciência do risco que se está correndo. Assim, sentir medo é ter noção do grau de vulnerabilidade que se tem.

Terceira Premissa: se expor. Todo corajoso se expõe a uma situação de risco, mesmo tendo consciência de sua vulnerabilidade.

Por tudo isso o Batman é um herói de coragem. Ele é vulnerável e por isso tem os seus medos. No entanto, isso não o impede de enfrentar situações de perigo. A coragem do Super-homem, no entanto, é de se questionar.  Ele não tem as três premissas básicas da coragem: vulnerabilidade, medo e exposição. Pra ele, enfrentar bandidos é como tirar doce de criança.

Por Glenio Cabral / gclsilva@hotmail.com


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Gasparzinho

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 0 comments

Gasparzinho

Agora falaremos sobre fantasmas. Os fantasmas estão no imaginário popular desde épocas remotas. Presentes em grande parte das lendas do mundo inteiro, os fantasmas são retratados como criaturas grotescas que vivem (embora tecnicamente estejam mortos) espalhando terror e medo aos seres viventes.

Gasparzinho, no entanto, destoa desse estigma. Nos desenhos animados ele é uma alma  penada que prefere fazer amigos ao invés de assustar as pessoas. Como já era de se esperar, essa postura acaba lhe trazendo sérios problemas. Seus amigos fantasmas não aceitam o fato de terem em seu meio um fantasma esquisito, metido a bonzinho. Nesse sentido ele é uma aberração, uma vergonha para a categoria fantasmagórica. Por outro lado, Gasparzinho  também é rejeitado pelos seres humanos. Os homens não acreditam que uma criatura do além possa de fato ter boas intenções.

Gasparzinho é a típica imagem do indivíduo discriminado por sua sofrida história de vida. É o ex-presidiário que tenta conseguir um emprego para sustentar a família e sofre com a desconfiança das pessoas. É o ex-viciado em drogas que tenta retomar a sua vida, mas se sente ameaçado pelo tráfico e luta contra o preconceito de toda uma sociedade que o vê apenas como um “viciado”.

Sinceramente, eu não queria estar na pele (fantasmas têm pele?) do Gasparzinho. Se estivesse, não sei se agiria como ele. Talvez eu preferisse ceder às pressões do mundo do além e mandasse toda aquela história de fantasma bonzinho pro espaço.  Porque não? Pelo menos dessa forma não seria ignorado por meus amigos fantasmas e teria uma vida ( fantasmas têm vida? ) mais ou menos normal, sem rejeições e olhares atravessados.

A história do Gasparzinho nos alerta para o fato de que muitas vezes dificultamos a  reinserção social de muita gente. Há muitas pessoas ávidas por uma oportunidade, mas em vez o que acabam encontrando são muros intransponíveis, construídos com o concreto dos nossos preconceitos e intolerâncias.

Nos seus desenhos, Gasparzinho continua insistindo em ser um fantasma do bem apesar de todas as injustiças que sofre. Mas sabe de uma coisa? Ele tem um grande trunfo na manga. Como fantasma, ele pode se dar ao luxo de esperar o tempo que for necessário pra  ganhar a confiança das pessoas. Ele é uma criatura do além, por isso não pode morrer já que tecnicamente já está morto. Mas um ser humano não pode esperar séculos pra ter seus problemas resolvidos. Nossa expectativa de vida exige que as coisas por aqui funcionem no curto prazo. Caso contrário, muitos desistirão de querer fazer a coisa certa e optarão pelos caminhos mais fáceis e tortuosos dessa vida.

Por Glenio Cabral / gclsilva@hotmail.com

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O que aprendi com o incrível Hulk

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 1 comment

O que aprendi com o incrível Hulk

Ele é verde, grande e assustador. Quando eu era criança, costumava chamá-lo de vitamina de abacate tamanho gigante, o que certamente não lhe agradaria nenhum pouco. Estou falando do Incrível Hulk, o super-herói mais forte e assustador dos desenhos animados. E apesar de sua fama de briguento e esquentado, posso dizer que aprendi três preciosas lições com ele.   Vamos a elas:

A primeira lição é que todos nós temos uma fera interior. Essa fera muitas vezes é responsável por palavras ditas na hora errada, por reações desastrosas no trânsito e por diversas  situações que muitas vezes nos levam ao mais amargo dos arrependimentos. Ela mora dentro de nós, e se comporta como um vulcão adormecido que de uma hora pra outra pode entrar em erupção.

A segunda lição é que essa fera pode e deve ser controlada. Sabemos que o Hulk na verdade é o bondoso Bruce Banner, cientista genial que por um acidente atômico acabou se transformando no monstro verde. Mas o Bruce nem sempre se apresenta na forma do Hulk. O Hulk só aparece quando o Bruce está sob forte tensão ou quando está com raiva, assim como cada um de nós. Muitas vezes aparentamos ser pessoas tranqüilas como o Bruce, mas quando sentimos dor, raiva ou estamos sob forte tensão, o monstro vem a tona. Aprender a controlá-lo exige um esforço diário de cada um de nós, através da força de vontade e do auto-controle.

Mas ainda há uma terceira lição. É possível canalizar a força do monstro para fazermos coisas úteis e construtivas. Nos desenhos animados, o Hulk, apesar de feroz e monstruoso, é uma criatura do bem. Ele ajuda as pessoas com a sua força descomunal e espanta os bandidos com a sua ferocidade. O Hulk nos ensina que toda e qualquer força, se canalizada para o bem, pode fazer coisas muito boas. Fico imaginando como o mundo seria melhor se algumas pessoas usassem a inteligência que têm para estudar e crescer na vida de forma honesta em vez de ficarem maquinando tramóias. Ou então se muitos usassem a eloquência verbal que possuem pra declamar poesias ou proferir palavras de ânimo em vez de enganar e ludibriar pessoas de boa fé. Ah, se todos nós canalizássemos a nossa fera interior para a prática do bem. Teríamos a força do Hulk e o bom coração do Bruce. Poderíamos mudar o mundo.

Por Glenio Cabral / gclsilva@hotmail.com

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Complexo de Olívia Palito

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 0 comments

Complexo de Olívia Palito

Dia desses estava assistindo a um desenho do Marinheiro Popeye, quando a namorada dele, a Olívia Palito, me chamou a atenção. O fato daquela magricela ter atraído a minha atenção me intrigou, porque a Olivia não é nenhum explendor de beleza.  Na verdade ela é  totalmente desprovida de quaisquer curvas ou sinuosidades. A mulher mais parece uma reta ambulante. Então, o que me chamou a atenção nela? Pela primeira vez eu havia notado algo “diferente” em seu comportamento. Vou explicar melhor.

Nos desenhos do Popeye, a Olívia é disputada pelo Brutos e pelo marinheiro. Ambos vivem brigando pelo amor da Olívia Palito. A paixão do Brutos, no entanto, é expressa de uma maneira mais brutal ( não é trocadilho), mais carnal mesmo. Ele vive tentando beija-la à força, o que demonstra sua libido selvagem. Já a paixão do Popeye é expressa de maneira mais suava, mais romântica. O que temos aqui é uma mulher disputada por dois homens com perfis totalmente diferentes. E o mais interessante de tudo é que ela incentiva essa disputa. Lembro-me de um episódio em que a Olívia arrastou suas asas para o Brutos só  porque ele tinha um carro bacana, e o Popeye não. Ao final da trama, Popeye acabou  conseguindo comprar um carro melhor ainda, e adivinha o que a Palito fez? Pois é, arrastou suas magricelas asas interesseiras para o marinheiro. Ela sempre faz isso. Pula de um lado para o outro, conforme o que lhe for mais conveniente. Particularmente, acho que a Olívia se enquadra em alguns mitos preconceituosos que muitas vezes são atribuídos ao comportamento feminino. Um desses mitos diz que as mulheres preferem os homens maus, os vilões, aqueles que são grosseirões, porque esses seriam os machos com “M” maiúsculo. Nesse sentido, o Brutos levaria muita vantagem sobre o Popeye, pois ele é mau, é bruto, é selvagem. Mas por outro lado, a Olívia não quer perder o que lhe dá segurança e conforto. Assim, segundo alguns mitos preconceituosos referentes ao comportamento feminino, apesar de preferirem os caras maus, as mulheres também não abririam mão de terem aos seus pés os caras “bons”, porque os caras “bons” são bem vistos, bem quistos e respeitados na sociedade. E ela precisa das duas coisas: do selvagem e do bonzinho. O selvagem atende às suas expectativas sexuais. O bonzinho às suas expectativas sociais. Mitos preconceituosos, mas presentes na Olívia Palito.

Nessa história toda, o Brutos e o Popeye são as grandes vítimas. Sofrem por não entenderem que estão apostando as suas fichas em uma mulher que se diverte às suas custas, e que está se lixando para os seus sentimentos ou expectativas. Por isso, talvez a grande mensagem do desenho do Popeye não seja a importância que comer espinafre tem pra nossa saúde. Talvez a mensagem principal do desenho seja que o amor de fato é cego. E no caso do Popeye, é caolho.

Por Glenio cabral / gclsilva@hotmail.com

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Homens de Ferro

Posted by admin on fev 3, 2011 in Analises da TV, Blog, Slide | 0 comments

Homens de Ferro

Tony Stark é um empresário muito bem sucedido. Proprietário do maior conglomerado de indústrias de automação do mundo, Tony dá as cartas quando o assunto é tecnologia bélica.

Mas ele não é apenas um mega-empresário do ramo armamentista. Tony também é o Homem de Ferro, o super-herói vermelho e amarelo que combate o crime usando uma super-armadura.

Diferente da maioria dos heróis, Tony não faz nenhuma questão de esconder sua identidade. No entanto, o que muitos não sabem é que nosso herói carrega dentro de sim um peso muito maior que a sua super-armadura: a dependência do álcool.

Assim é o Homem de Ferro: de metal por fora, de carne e osso por dentro. Indestrutível para os admiradores, um alcoólatra decadente para si mesmo. Não sei se serve de consolo, Tony, mas a história está repleta de Homens de Ferro como você. Karl Marx, por exemplo, idealizou uma sociedade onde não houvesse diferenças sociais. O camarada Karl, através de livros como O Manifesto Comunista, inspirou movimentos socialistas em todas as partes do mundo. Apesar disso, sempre viveu assolado por dificuldades financeiras. Jogador contumaz, certa feita foi obrigado a vender as próprias roupas para quitar dívidas de jogo. E o que dizer de Garrincha, o grande gênio do futebol? Esse cidadão fazia do seu drible em campo a capacidade do povo brasileiro de driblar as injustiças sociais.

Mas esse mesmo homem também era dado a noitadas intensas e a dívidas impagáveis. Acabou morrendo no esquecimento e na miséria.

Assim são os homens de ferro. De metal por fora, mas de carne e osso por dentro. indestrutíveis para o povo, fracassados pra si mesmo.

O Homem de Ferro é um exemplo perfeito de todos aqueles que optaram por usarem uma armadura indestrutível produzida por seus talentos e aspirações  sem cuidar do homem de carne e osso que há por dentro dessa armadura. No entanto, tal postura descuidada  nunca impediu que essas pessoas fizessem a diferença por onde quer que passassem. Ao contrário, todos nós, “seres comuns”, fomos beneficiados pela genialidade e pelos talentos incomparáveis desses Homens  Ferro.  Suas blindagens beneficiaram muito mais aos outros do que a si mesmos.

Em tempos de reality shows, Big Brother Basil e programas de auditório de quinta categoria, muitos conseguem a notoriedade superficial, mas a notoriedade real é só para uma minoria. A fama é para muitos e nem sempre está atrelada a virtudes. Mas a notoriedade real é só para  uma privilegiada minoria, uma minoria que esbanja virtude e faz a diferença. Uma minoria de Homens de Ferro.

Por Glenio Cabral  / gclsilva@hotmail.com

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Cadê nossas crianças?

Posted by Elisaete on fev 2, 2011 in Blog, Slide | 0 comments

Cadê nossas crianças?

Onde estão as nossas crianças, símbolos da inocência e da pureza? Aquelas que faziam os adultos sorrir e contagiavam a todos com alegria e brincadeiras? Bolas, bonecas, pipas ,carrinhos…

será que tudo isso ainda as representa? Que desenhos poderiam ser feitos delas e por elas?

Infelizmente a realidade contemporânea em relação ao mundo infantil tornou-se algo difícil e duro de constatar; embruteceram e “adultilizaram” as nossas crianças. Tornaram-se vítimas em potencial de um mundo adulto disfuncional e consumista; em lugar de receberem atenção especial e direcionada, perderam espaço e tempo de qualidade, restando-lhes, apenas, as sobras.

Como a sociedade, que é representada pelas famílias que a constituem, e assim agem, não vai colher fenômenos comportamentais resultantes de toda essa grande dívida para com nossas crianças?

Basta conviver um pouco nos ambientes em que elas se concentram – escolas, creches, clubes, associações, igrejas etc – e serão percebidas as diversas mazelas, que precocemente atingiram as nossas crianças sem escolher nível social, cor e até mesmo idade. Pode-se concretamente constatar situações que variam de distúrbios emocionais diversos, como uso de remédios para controlá-los; perda da inocência com erotização precoce; malícia exacerbada no tratamento com o outro; arroubos de comportamento violento e desrespeitoso para com autoridades constituídas. Afinal, em que estão transformando os seres da fase que deveria ser a mais linda?

São atiradas das janelas, esquecidas em casa, abusadas, manipuladas, desrespeitadas; amordaçadas, para não entoar seu cântico de inocência e amor que teria como propósito sensibilizar a humanidade! Os embrutecidos embruteceram a geração vindoura!

No entanto tem-se que lembrar a todos, em alta voz, a quem possa ouvir – há dentro de cada criança um clamor, uma alma que agoniza pela liberdade de sua fase, que aguarda um adulto que lhe aponte coerentemente o caminho, que seja presente, que cuide, que ame! Existe um menino, que, como na história bíblica, resultante de conflitos entre mães que se opunham, clamou , e o próprio Deus o ouviu ( Ver gênesis 22:17). Existem, portanto, em nossos dias, crianças que continuam clamando!!!

Fica, então, a reflexão para cada um de nós, adultos, que fazemos parte dessa época, entendermos que de maneira direta e/ou indireta estamos ligados a alguma criança e temos responsabilidade sobre ela. Devemos começar nos revendo enquanto pessoas e entendendo sobre a criança existente dentro de cada um de nós. Tentar resgatá-la no que ela tem de melhor, na sua simplicidade e transparência; assim sendo, cada um olhará para o lado e contribuirá para que o mundo de uma criança possa ser melhorado. E sempre verá algo ao seu alcance para resgatar e estabelecer na reconstrução de um mundo, onde criança terá o direito de apenas ser, novamente, criança!

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Cara a Cara com Wile Coyote

Posted by Glenio on jan 26, 2011 in Blog, Entrevistas, Slide | 0 comments

Cara a Cara com Wile Coyote

Ele é o vilão mais amado do mundo inteiro. Persistente, engraçado e pra lá de azarado, Wille Coyote arranca sorrisos e piedade de milhões de crianças que curtem o seriado do Papa-léguas. Com vocês, o incansável…

Wille Coyoteeeeeeeeeee!!!

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Entrevista com he-man

Posted by Glenio on jan 25, 2011 in Blog, Entrevistas, Slide | 0 comments

Entrevista com he-man

Se você tem entre 30 e 35 anos de idade, com certeza vai se lembrar dele: He-man, o justiceiro do Planeta Etérnia! Nessa entrevista, Glenio Cabral conversa com um dos maiores super-heróis dos anos 80, trazendo à tona revelações surpreendentes sobre o planeta Etérnia, sobre o Esqueleto e muito mais! Com vocês…

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Olha o que já rolou aqui

  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011

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